sábado, 2 de janeiro de 2016

Começando. E me apresentando.

Bom... começar os trabalhos.

Eu e algumas manas vamos escrever aqui sobre o que temos em comum e que nos une: A MATERNIDADE.

Não, não vamos falar de decoração de quartinho, nem de enxoval, nem o que levar na malinha da maternidade.

Aqui o assunto são as verdadeiras MALAS que a gente carrega quando se torna mãe. O choro interminável. As angústias. A vontade de deixar na primeira porta. O que nos leva a pensar "onde é que eu tava com a cabeça quando joguei a cartela de anticoncepcional no lixo??"

Claro que amamos nossos filhos. Claro que eles são tudo pra gente. Eu tenho um menino, de 3 anos. Morro por ele.

Mas, ninguém me pergunta o quanto tempo tô sem dormir por conta dele. Ninguém lembra que na hora do sufoco quem acode é a MÃE. Quase sempre.

Essas são nossas MALAS. Sem rodinha, sem alça, e, PQP, pesadas pra burro. E na maioria das vezes, todo mundo vê a gente carregando e só aponta o dedo... nem dá uma forcinha pra ajudar a carregar.

Ah, quase esqueço. Me chamo Fairuce, moro em Goiás, tenho 36 anos. Sou mãe do Emanuel, nascido de uma cesariana indesejada mas necessária (sim, vamos falar disso também).

Minhas colegas vão se apresentando e escrevendo conforme o tempo (e os filhos, rs) deixarem.

Aqui vamos falar de amamentação, parto, maternagem. E de divórcio, feminismo e empoderamento. E de qualquer coisa que a gente ache pertinente. 

Mas não vamos dourar a pílula.

Maternidade é PUNK senhoras e senhores. É força bruta. É cascalho, pedreira; é quebrar asfalto debaixo do sol. Tem que ter força, tem que ter raça, tem que ter gana. Sempre.

E a gente erra. Erra MUITO. Mas acerta também... 

Bora encher essas malas.